domingo, abril 13, 2008

My Blueberry Nights

My Blueberry Nithts é uma linda história de amor, simples, direta e sensível. O roteiro é primoroso, a edição é perfeita e o elenco aproveita a chance para brilhar. São jovens estrelas americanas fazendo um filme alternativo, dirigidas por Wong Kar Wai. Mostra que eles estão loucos por idéias sensíveis, de personagens reais vivendo situações cotidianas e que desafiam sua capacidade de atuar. E Wai tem um toque para histórias assim que é maravilhoso. Jude Law, por exemplo, que sempre me pareceu uma versão dos Tunderbirds, está tão bem. Seu olhar apaixonado é de cortar o coração. Até agora me emociono quando relembro a cena em que Jeremy (Law) confessa à Elizabeth (Norah Jones) que, durante sua ausência, assistiu ao beijo que lhe roubou dezenas de vezes. Aliás, a câmera da lanchonete é tão bem inserida no filme. Demais! E Norah Jones? Como eu a conhecia do rádio, não tinha noção de quanto ela é jovem. Essa menina tem uma voz tão doce e sua música The Story é muito, muito linda. A cena final me fez chorar muito. Que beijo e que música!

The Story

( My Blueberry Nights OST )

I don't know how to begin
Cause the story has been told before
I will sing along I suppose
I guess it's just how it goes

And now those spring in the air
I don't go down anywhere
I guess it's just how it goes
The story have all been told before

If you don't try
The light won't hit your eyes
And the moon won't rise and fall in sight

If you don't try
The light won't hit your eyes
And the moon won't rise and fall in sight

I don't know how it'll end
Though the records play
I guess it's just how it goes
The story have all been told before

I guess it's just how it goes
The story have all been told before
I guess it's just how it goes

sexta-feira, abril 11, 2008

Irina Palm também não tem saudade

Mais um filme sobre a vida na maturidade. Irina Palm é um belo exemplo de uma excelente idéia que tem começo e fim, mas não meio. Os personagens são bons e os atores também: há desenvolvimento de suas característcas psicológicas ao longo do filme. Contudo, a ação pára. Opção de autor ou falta do que mostrar? A sensação é a de que o filme poderia ter 45 minutos. Acho que isso acontece com muita gente que faz filmes. O insight vem, a idéia é ótima. Desenvolve-se bem o gatilho da trama e sabe-se como termina. Aí vem o recheio: há 30 minutos que precisam de ação, movimento e diálogos. E Irina Palm fica andando para lá e para cá indefinidamente. Complicado escrever esses três atos. Sempre ouço que a narrativa clássica é careta. Mas quem diz que é fácil? Não quero sugerir que o filme é ruim. Pelo contrário, é uma linda história sobre amor incondicional, sobre o amor de uma avó pelo seu neto, sobre o amor de um homem por uma mulher e de uma mulher por um homem em uma situação fora do comum, sobre o prazer de redescobrir um sentido para a vida, sobre superar limites e preconceitos e sobre gratidão. Precisa mais?